Disputa das emendas, paralisia do governo americano e estresse na China elevam o preço do risco-país. Veja como as empresas com sólida gestão de riscos conseguem proteger o valor e antecipar oportunidades em um ambiente de incerteza sem precedentes.
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Boletim Focus: mercado ajusta cenários após sinal do BC
Fonte: Banco Central/Forbes Brasil (25/09/2025)
Imagem Banco Central/ Agência Brasil – EBC
Resumo –O Relatório Focus do Banco Central divulgado em 25 de setembro refletiu a resposta dos economistas à recente postura mais rígida do COPOM. As projeções medianas de inflação para 2025 subiram de 3,5% para 3,6% ao ano, enquanto a expectativa para a Selic no final de 2026 passou de 12,38% de volta para 12,50% a.a., indicando apostas de cortes menos agressivos. Já a estimativa de crescimento do PIB recuou ligeiramente, de 1,8% para 1,6%, em meio a preocupações com o ajuste fiscal.
Comentário:
Esses movimentos mostram que pequenas mudanças no viés de política monetária se traduzem rapidamente em revisão de indicadores de risco antecipados – o que deve ser um ponto de atenção para as empresas brasileiras.
“Guerra das emendas” mantém Orçamento de 2025 em risco
CNN Brasil (29/09/2025)
Resumo – No cenário doméstico, a disputa política em torno das emendas parlamentares seguiu acirrada até o fim de setembro, ameaçando a aprovação tempestiva da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025. Lideranças do Congresso não chegaram a um acordo sobre o controle do orçamento impositivo, e o relator do orçamento alertou para o risco real de não votação da LOA neste ano caso o impasse persista. Essa “guerra das emendas” – na qual diferentes blocos brigam pela fatia dos recursos – adiciona incerteza institucional e fiscal à economia brasileira. Sem um orçamento aprovado, o governo poderia iniciar 2025 sob regras de duodécimos (execução mensal limitada), prejudicando investimentos e novos projetos. Embora seja uma crise política interna, a instabilidade orçamentária é acompanhada de perto por investidores, pois influencia a percepção de risco-país e pode afetar a trajetória de ajuste das contas públicas.
EUA à beira de paralisação governamental preocupa mercados

CNN Business –(28/09/2025)
Resumo – O risco de uma paralisação do governo federal americanocom o fim do ano fiscal e a não aprovação das leis orçamentárias pelo o Congresso tem deixando o país à beira de um “shutdown”a partir de 1º de outubro. Caso se concretize, a paralisação fecharia agências e serviços federais não essenciais, podendo reduzir o crescimento do PIB dos EUA em ~0,5 ponto percentual por semana, segundo estimativas do próprio governo. Setores como turismo, defesa e pesquisa seriam afetados, com centenas de milhares de funcionários federais em casa sem remuneração. A incerteza em torno do impasse fiscal levou a fortes oscilações nos mercados globais: o índice S&P 500 caiu para o nível mais baixo em três meses e os yields dos Títulos do Tesouro americano de 10 anos superaram 5% – maior patamar desde 2007 – sinalizando aumento da aversão a risco.
Comentário:
Agências de rating já alertaram para um possível rebaixamento adicional da nota de crédito dos EUA se a situação se prolongar. Para economias emergentes, um shutdown prolongado poderia significar dólar mais volátil e menor apetite a ativos de risco, dificultando captações externas.
Forbes Brasil – China corta juros e Evergrande suspende ações em meio à crise
(Fontes: Forbes Brasil – 25/09/2025)
Resumo – O banco central da China (PBoC) surpreendeu ao anunciar um corte emergencial de 0,25 p.p. na taxa de referência de empréstimo (LPR) após novos sinais de estresse no setor imobiliário. A incorporadora Evergrande, símbolo da crise de endividamento chinesa, suspendeu a negociação de suas ações em Hong Kong nesta semana, elevando temores de calote desordenado. A combinação de política monetária mais frouxa e dificuldades corporativas ressalta os riscos econômicos globais emanando da China: ao mesmo tempo em que as autoridades tentam sustentar o crescimento com estímulos, investidores monitoram de perto o risco sistêmico de grandes defaults. Nos mercados internacionais, os preços do minério de ferro e de outros insumos recuaram diante da perspectiva de atividade mais fraca na segunda maior economia do mundo.
Comentário:
A última semana de setembro evidenciou a influência dos fatores políticos sobre os riscos econômicos. Nos EUA, a ameaça de shutdown expôs como a disputa partidária pode impactar a confiança e elevar custos financeiros globalmente. No Brasil, a incerteza fiscal refletida na disputa orçamentária alimenta prêmios de risco e retarda a queda dos juros. Em ambos os casos, fica claro que governança econômica sólida e capacidade de antecipação são cruciais: empresas e investidores com estruturas robustas de gestão de riscos conseguem se posicionar melhor – protegendo valor e aproveitando oportunidades – em meio a tamanha volatilidade. Em tempos incertos, a resiliência estratégica é um diferencial competitivo.
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Resumo comentado das principais notícias nacionais e internacionais publicadas entre 20 e 29 de setembro de 2025 relacionadas a Auditoria, Gestão de Riscos, Governança Corporativa, Compliance, Indicadores de Riscos, Riscos Geopolíticos, Riscos Econômicos e Auditoria Interna.