Eleições 2026: o que as empresas deveriam estar fazendo agora


Provazzi Consultoria


As eleições de 2026 não definirão apenas quem ocupará a Presidência da República, os governos estaduais e as cadeiras do Congresso Nacional. Para as empresas, elas representam um dos maiores eventos de risco e oportunidade do ciclo econômico.

Independentemente de preferências políticas, organizações maduras sabem que mudanças de governo costumam influenciar o ambiente regulatório. A carga tributária, investimentos em infraestrutura, programas de incentivos, políticas setoriais, relações internacionais e até o comportamento dos consumidores podem mudar.

O problema é que muitas empresas só começam a discutir esses impactos quando o resultado das urnas já foi definido. O risco não está na eleição. Está na falta de preparação.

A pergunta mais importante não é quem vai vencer. É “como a empresa será impactada em cada cenário possível?”

O especialista em Gestão de Riscos, Rodrigo Provazzi, observa que em anos eleitorais, os riscos são diferentes para os segmentos.

“Empresas do agronegócio, infraestrutura, saúde, educação, energia, instituições financeiras, telecomunicações e contratos com o setor público podem sofrer impactos diretos decorrentes de mudanças regulatórias ou de prioridades governamentais”, analisa Provazzi.

“Já organizações de outros segmentos podem perceber efeitos indiretos por meio do câmbio, inflação, juros, confiança do mercado e ritmo de investimentos. Por isso, a preparação deve começar antes da eleição”, completa o CEO da Provazzi Consultoria.


5 ações que deveriam estar no radar da alta administração


1. Revisar o mapa de riscos estratégicos

Muitas matrizes de riscos contemplam riscos políticos de forma genérica. O momento exige maior profundidade. É importante entender quais processos, receitas, investimentos e parcerias dependem de fatores regulatórios ou governamentais.


2. Construir cenários

Empresas mais maduras analisam diferentes hipóteses e seus possíveis impactos.
O objetivo não é prever resultados eleitorais, mas compreender consequências e preparar respostas.


3. Avaliar dependências regulatórias

Licenças, autorizações, fiscalizações, incentivos e projetos governamentais devem ser mapeados. Quanto maior a dependência, maior deve ser o monitoramento.

4. Reforçar mecanismos de compliance

Períodos eleitorais costumam aumentar a exposição a riscos relacionados a doações, conflitos de interesse, relacionamento com agentes públicos e uso inadequado de recursos corporativos. A clareza das regras e a comunicação interna tornam-se ainda mais importantes.

5. Fortalecer a governança

Conselhos, comitês e executivos devem possuir informações estruturadas para avaliar cenários e tomar decisões com agilidade. A diferença entre empresas resilientes e vulneráveis normalmente aparece justamente em momentos de incerteza.


A eleição passa. Os riscos permanecem.

Provazzi relembra: os governos mudam e ambiente de negócios também. Para ele, o que não deveria mudar é a capacidade da empresa de identificar riscos, avaliar impactos e tomar decisões de forma estruturada.

“Organizações que tratam eleições apenas como um evento político tendem a reagir quando os impactos já ocorreram. Já aquelas que enxergam o tema sob a ótica da governança e da gestão de riscos costumam transformar incerteza em vantagem competitiva”, finaliza Provazzi



Sua empresa está preparada para lidar com as mudanças políticas e com a volatilidade do mundo atual? Nós da Provazzi Consultoria temos a metodologia, os executivos e experiência para mapear seus riscos e fortalecer sua gestão.

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