O varejo brasileiro entrou na era da sobrevivência inteligente

A Inteligência Artificial está transformando processos. Entenda por que Governança, Riscos e Compliance deixaram de ser questões de controle e passaram a ser questões de resultado

Por Rodrigo Provazzi
CEO da Provazzi Consultoria

Nos últimos anos, o varejo brasileiro enfrentou uma combinação rara de desafios: juros elevados, redução do poder de consumo das famílias, aumento da inadimplência, crescimento da concorrência digital e pressão permanente por margens.

Casos recentes envolvendo reestruturações financeiras e recuperações extrajudiciais de grandes varejistas mostram que tamanho e tradição não garantem resiliência.

Ao mesmo tempo, a NRF 2026 reforçou que o setor vive uma transformação estrutural impulsionada por Inteligência Artificial, novos modelos de consumo e decisões cada vez mais orientadas por dados.

A tecnologia avança rapidamente, mas muitas organizações ainda não desenvolveram os mecanismos de governança necessários para controlar os riscos que acompanham essa transformação.

A consequência é um paradoxo perigoso: empresas investem em crescimento, digitalização e experiência do cliente enquanto seus riscos operacionais, financeiros e tecnológicos crescem em velocidade ainda maior.

Quando o crescimento esconde fragilidades

Em diversos projetos realizados no segmento, observamos padrões recorrentes:

  • Processos críticos sem donos claramente definidos;
  • Falta de monitoramento estruturado dos principais riscos;
  • Controles financeiros pulverizados entre áreas;
  • Dependência excessiva de controles manuais;
  • Falhas de segregação de funções;
  • Indicadores de risco inexistentes ou pouco utilizados pela liderança.

Em períodos de expansão, essas fragilidades costumam passar despercebidas. Em períodos de crise, tornam-se problemas estratégicos.

Não raramente, dificuldades de caixa, perdas operacionais, fraudes, problemas de estoque e falhas de execução são sintomas de deficiências de governança acumuladas ao longo dos anos.


O novo papel do GRC no varejo

Historicamente, Governança, Riscos e Compliance eram vistos como funções voltadas à conformidade.

Hoje, isso mudou. As organizações mais resilientes utilizam essas disciplinas para responder perguntas estratégicas:

Onde estão os maiores riscos para geração de caixa?
Quais processos podem gerar perdas relevantes?
Como garantir expansão sem aumentar exposição?
Quais riscos tecnológicos podem comprometer a operação?
Como assegurar que decisões estratégicas sejam executadas corretamente?

Nesse contexto, gestão de riscos deixa de ser uma atividade defensiva e passa a ser uma ferramenta de tomada de decisão.

Rodrigo Provazzi, Executivo de Gestão de Risco e CEO da Provazzi Consultoria


Como a Provazzi Consultoria pode ajudar

Apoiamos empresas do varejo na construção de estruturas de Governança, Riscos, Compliance e Auditoria Interna capazes de fortalecer resultados e aumentar a resiliência operacional.

Nossos trabalhos incluem:

  • Mapeamento e priorização de riscos corporativos;
  • Avaliação de maturidade de governança;
  • Estruturação de programas de controles internos;
  • Implantação de indicadores de risco (KRIs);
  • Desenvolvimento de planos de auditoria baseados em riscos;
  • Avaliações independentes para conselhos, comitês de auditoria e acionistas.

Em um cenário de margens comprimidas, sobrevivem não apenas os varejistas que vendem mais, mas principalmente aqueles que conhecem melhor seus riscos e conseguem agir antes que eles se transformem em crises.

Entre em contato e vamos conversar.

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