Mercosul-UE: Provazzi analisa desafios geopolíticos em reportagem especial do G1

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia vive sua semana mais decisiva, após 25 anos de negociações. Com a reunião do Conselho Europeu em Foz do Iguaçu, o debate ultrapassou as barreiras comerciais para se tornar um complexo tabuleiro geopolítico.

Em reportagem especial publicada pelo portal G1, o consultor de gestão de riscos Rodrigo Provazzi contribuiu com uma análise técnica sobre o peso político das salvaguardas e o risco de paralisia no Conselho Europeu.

Destaque do especialista

No tópico “O que está em jogo no Conselho Europeu?”, Provazzi destaca que, diferentemente de outras etapas, o Conselho exige maioria qualificada para a ratificação, o que torna o cenário mais sensível a resistências internas.

“França e Polônia seguem abertamente contrárias ao tratado, enquanto Bélgica e Áustria demonstram desconforto. Se a Itália mantiver uma posição favorável, o acordo fica praticamente assegurado dentro da União Europeia”

— Rodrigo Provazzi, em entrevista ao G1.
Contexto e Impactos

A reportagem detalha as novas cláusulas de salvaguarda agrícola, que permitem à UE suspender tarifas com mais facilidade. Esses mecanismos funcionam como segurança para países resistentes ao acordo. No entanto, o agronegócio brasileiro pode enfrentar custos elevados devido às novas exigências de reciprocidade ambiental e sanitária.

Acompanhar essas movimentações é fundamental para empresas que operam no comércio exterior e precisam gerir os riscos regulatórios e políticos decorrentes dessa nova fase das relações entre os blocos.



Confira a análise completa e os demais pontos da reportagem especial diretamente no G1:

https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/18/conselho-europeu-se-reune-para-aprovar-ou-barrar-o-acordo-mercosul-ue.ghtml#3


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Uma resposta

  1. Excelente análise deste grande especialista, Rodrigo Provazzi.

    Um aspecto muito importante mencionado por ele é o impacto das novas cláusulas de salvaguarda agrícola. Embora essas cláusulas sirvam como um mecanismo de segurança para os europeus (facilitando a suspensão de tarifas em caso de surtos de importação), elas representam um desafio direto para o agronegócio brasileiro. A matéria alerta corretamente que a reciprocidade ambiental e sanitária exigirá investimentos e adaptações que elevarão os custos operacionais dos produtores locais, além de elevar a insegurança jurídica sobre o tema. O exportador brasileiro pode investir para aumentar a produção visando o mercado europeu, mas, se tiver “sucesso demais” e as exportações crescerem muito rápido, pode ser punido com uma salvaguarda que encarece o seu produto novamente.

    Esta é uma leitura recomendada para gestores que buscam entender não apenas o “se” o acordo vai sair, mas o “como” ele impactará a competitividade brasileira no longo prazo.

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