Por Time Provazzi
O cenário do comércio internacional sofreu uma alteração significativa com o recente anúncio de novas tarifas por parte dos Estados Unidos.
A imposição dos Estados Unidos de uma nova tarifa-base de 25% para mercadorias brasileiras, somada a um adicional de 12,5% para produtos de 60 países — devido a alegadas falhas no combate ao trabalho forçado — coloca o tema no topo da agenda de riscos corporativos da semana.
Para Rodrigo Provazzi, CEO da Provazzi Consultoria, o momento exige calma, mas, acima de tudo, uma resposta estratégica fundamentada em dados.
“Não estamos falando apenas de um ajuste cambial ou um custo pontual. Estamos diante de um desafio estrutural de governança e mercado que exige das empresas uma revisão imediata do seu planejamento comercial e de riscos”, avalia.
Na véspera da implantação da tarifas, Rodrigo Provazzi respondeu sobre o tema ao Jornal Correio da Manhã, de Brasilia (leia aqui a matéria).
Abaixo, trouxemos os principais pontos analíticos sobre esse cenário.
O impacto não é linear
Uma dúvida recorrente é se a cumulatividade das tarifas (que podem atingir 37,5%) será aplicada indistintamente a todos os produtos brasileiros. A resposta é cautelosa: a aplicação depende dos regulamentos finais e das listas de exceção definidas pelas autoridades americanas.
“A maior pressão recairá sobre bens manufaturados e setores exportadores que possuem alta exposição ao mercado norte-americano”, explica Provazzi. “O impacto direto é a perda de competitividade frente a concorrentes locais ou de países que enfrentam barreiras tarifárias menores. O que a empresa precisa fazer agora é um mapeamento minucioso da sua classificação tarifária para entender o seu nível real de exposição.”
O custo invisível: planejamento e incerteza
Muito além da variação de preços na prateleira americana, o custo mais perigoso é a paralisia do planejamento empresarial. Quando o cenário regulatório se torna imprevisível, decisões cruciais de investimento, expansão ou contratação tendem a ser postergadas.
“Empresas que dependem exclusivamente de um mercado para o seu escoamento estão em uma posição de vulnerabilidade. A diversificação de mercados deixa de ser uma estratégia de crescimento e passa a ser uma estratégia de sobrevivência“, alerta Provazzi.
Decidir para conquistar novos mercados
No dia a dia como Executivo de GRC, Provazzi tem dado suporte a diversas empresas brasileiras com atuação no mercado exterior. E alerta que a volatilidade do mercado exige uma “gestão baseada em dados”. A diversificação de mercados é, antes de tudo, uma decisão estratégica e de gestão de riscos.
“Na prática, auxiliamos as empresas a identificar e avaliar os riscos decorrentes da dependência excessiva de um mercado, cliente, fornecedor ou região geográfica. A partir daí, conduzimos análises de cenários, avaliação de impactos financeiros, operacionais e regulatórios, além da construção de planos de resposta e contingência,” explica.
Com a metodologia clara e expertise de mais de 20 anos no mercado, a Provazzi apoia a alta administração e os Conselhos na definição de critérios objetivos para priorização de investimentos, expansão de mercados e revisão de estratégias, incorporando aspectos de risco, retorno e resiliência do negócio.
“Em momentos como o atual, marcados por tensões comerciais e aumento de barreiras tarifárias, nosso foco é ajudar as organizações a responder rapidamente às mudanças do ambiente externo, reduzindo vulnerabilidades e aumentando a capacidade de adaptação da empresa”, finaliza Rodrigo Provazzi.
Sua empresa está preparada para os riscos do comércio global?
Acompanhamos de perto os desdobramentos desta pauta e estamos à disposição para auxiliar sua organização na estruturação de uma estratégia de governança resiliente e eficaz.
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